FINALMENTE GRAUS LANÇADOS
BOAS FÉRIAS
Este blog foi feito para os alunos de Genética dos cursos de Ciências Biológicas e de Odontologia da Universidade Veiga de Almeida. O responsável é Marcelo Aguiar Costa Lima, biólogo com Bacharelado (UFRJ), Mestrado (UFRJ) e Doutorado (UFRJ) em Ciências Biológicas, na modalidade Genética. http://lattes.cnpq.br/7864985542636759 ESCLAREÇO QUE ESTE BLOG NÃO É PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. SERVE PARA APOIO DE CONTEÚDO MINISTRADO EM SALA DE AULA.
domingo, 3 de julho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
NOTAS P2 E VEA - TODOS
Caros todos
as notas de prova 2 e segunda chamada já foram lançadas no sistema.
Boas férias aos aprovados e até a prova final aos demais
as notas de prova 2 e segunda chamada já foram lançadas no sistema.
Boas férias aos aprovados e até a prova final aos demais
terça-feira, 14 de junho de 2011
GENÉTICA MOLECULAR - MANHÃ E NOITE - IMPORTANTE
Prezados todos
Em função de uma situação particular e extraordinária, e objetivando não haver prejuízo para nenhum discente em relação às notas das avaliações de P2, EXCEPCIONALMENTE alterarei a forma de cálculo da mesma.
Assim, teremos as seguintes possibilidades:
aluno que não realizou Estudo orientado - prova vale 10,0
aluno que realizou estudo orientado - a nota será calculada de duas formas, valendo a que for maior:
- opção 1: nota da prova valendo 7,0 + nota do ED valendo 3,0
- opção 2: nota da prova valendo 10,0
espero que desta forma não tenhamos problemas
terça-feira, 7 de junho de 2011
GENÉTICA MOLECULAR - ATIVIDADE ORIENTADA
GABARITO BÁSICO
1 - Para a síntese de proteínas, temos a formação do complexo de pré-iniciação, composto pela subunidade menor do ribossomo associada aos fatores de iniciação (IFs) e ao tRNA Met ativado (lembre-se que a ativação do tRNA é feita pela enzima aminoacil tRNA sintetase, com gasto de energia). Este complexo reconhece uma sequência específica no mRNA para dar início à tradução. Nos mensageiros procarióticos, é a sequência de Shine Dalgarno que é reconhecida. Nos mRNAs eucarióticos, é a sequência de Kozak. Após identificar a sequência, temos a associação da subunidade maior do ribossomo ao complexo, que passa a constituir um ribossomo completo (note que os fatores de iniciação já não mais fazem parte da estrutura). O ribossomo começa a deslizar por sobre o mRNA, identificando em seu sítio A os tRNAs complementares ao códon que determina a alocação do aminoácido. Fatores de alongamento (EFs) e a peptidil transferase serão responsáveis por conectar os aminoácidos e permitir a translocação do ribossomo códon a códon. Ao chegar ao códon de parada, por não haver tRNA, o ribossomo para e torna-se vulnerável a associação dos fatores de liberação (RFs), que dissociam as sub unidades e liberam o polipeptídeo formado.
2 - Polimorfismos genéticos são variantes alélicas que apresentam frequência igual ou superior a 1% na população. Representam uma parcela significativa da variabilidade genética que está distribuída na população, sendo resultado do processo evolutivo.
3 – com a introdução do dinucleotídeo AG entre o sétimo e o oitavo nucleotídeo da sequencia que codifica o peptídeo em questão criamos um códon de parada. Assim, o peptídeo gerado fica truncado no segundo aminoácido.
4 – as mutações de ponto podem ser substituições, adições ou deleções. Considerando que ocorram em uma sequência codificadora, as substituições provocarão um efeito localizado, exatamente no ponto onde houve a mutação, com possível troca do aminoácido codificado (possível porque, como o código genético é redundante, eventualmente há troca do códon sem troca do aminoácido). Caso ocorram adições ou deleções, por outro lado, como a fase de leitura da informação é alterada, todo o produto codificado será comprometido (exceto na situação de introdução ou remoção de múltiplos de 3 – por exemplo, se houver remoção de 3 nucleotídeos, somente haverá prejuízo na região alterada).
5 – Basicamente agrupamos os mecanismos em duas classes: os permanentes, nos quais há uma alteração no DNA que não mais poderá ser revertida (podendo ser uma alteração química – como no caso da inativação do X – ou uma alteração estrutural – como no caso da recombinação somática) e os transitórios, que são subdivididos em 2 grupos em função das características das moléculas sinalizadoras envolvidas: transitório direto, quando o sinalizador é hidrofóbico e capaz de atravessar a membrana, entrando na célula e realizando a modulação, ou transitória indireta, quando o sinalizador é uma molécula hidrofílica que necessita de um receptor para transduzir seu sinal para o citoplasma da célula, ativando uma cascata de reações que culmina com a modulação.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
AULA ODONTOLOGIA - MODELO MOLECULAR
Parabéns a todos pelos modelos! Um agradecimento ao Francisco por ter enviados as fotos. TIVEMOS CERCA DE 80% DE PARTICIPAÇÃO NA ATIVIDADE! VALEU!
PS: a premiação de 1,0 na P2 terminou envolvendo 3 trabalhos: eleito pela turma (DNA giratório), minha escolha (DNA móbile) e hors concours (DNA odontológico), pela criatividade .
MAIS UMA VEZ, PARABÉNS A TODOS
PS: a premiação de 1,0 na P2 terminou envolvendo 3 trabalhos: eleito pela turma (DNA giratório), minha escolha (DNA móbile) e hors concours (DNA odontológico), pela criatividade .
MAIS VOTADO DA TURMA - 1,0 NA P2
DNA GIRATÓRIO
ESCOLHA DO PROFESSOR - 1,0 NA P2
DNA MÓBILE
DNA FLAMENGO - 0,5 NA P2
DNA DA BOLHA - 0,5 NA P2
DNA INSTÁVEL - 0,5 NA P2
DNA ODONTOLÓGICO - HORS CONCOURS - 1,0 NA P2
DNA FÓSFORO - 0,5 NA P2
DNA CAIXA - 0,5 NA P2
MAIS UMA VEZ, PARABÉNS A TODOS
segunda-feira, 16 de maio de 2011
AULA 8 BIOLOGIA - MUTAÇÃO GÊNICA
MUTAÇÕES
Conceitualmente a mutação pode ser definida como qualquer modificação súbita e hereditária do material genético. Entretanto, com o avanço das metodologias de análise de DNA e a partir do momento em que a sequência de nucleotídeos passou a poder ser analisada, o termo mutação ganhou um status molecular, referindo-se, em geral, às alterações na sequência de nucleotídeos de uma molécula de DNA, que ocorrem de forma súbita e são transmitidas à prole. Neste momento nos referimos à mutação como mutação de ponto. Estes erros ocorrem apesar do processo de replicação do DNA ser bastante fidedigno e são a fonte primária de variabilidade genética, a base de toda a biodiversidade (inclusive a que perdemos antes mesmo de conhecer - veja as previsões).
A nova sequência é um alelo mutante, e o processo, quando ocorre em uma sequência codificadora, é denominado mutação gênica.
A natureza das mutações foi descoberta na década de 40, por Luria e Delbruck, que determinaram que um evento mutacional não corresponde a uma resposta ao meio. Seus trabalhos sobre resistência de bactérias á infecção por bacteriófagos constituem a base do conhecimento das mutações espontâneas.
As mutações espontâneas são aquelas que ocorrem ao acaso, como um evento natural na vida do organismo. Em geral, são provocadas por uma modificação química transitória das bases nitrogenadas, o tautomerismo, que altera suas propriedades de pareamento. são dois tipos de tautomerismo: amino-imínico (de NH2 para NH) e ceto-enólico (de CO para COH). O primeiro é ocorre com timina e guanina e o segundo com citosina e adenina.
Os pareamentos dos tautômeros são:
1) forma imino da citosina pareia com adenina (e vice-versa)
2) forma enol da timina pareia com guanina (e vice-versa)
Como as propriedades de pareamento são alteradas, uma base incorreta é alocada pela polimerase, constituindo o erro. Não havendo oportunidade de correção deste erro, temos a mutação.
Um outro tipo de erro natural é ocorre em função dos fenômenos de depurinação e desaminação. A depurinação é a perda da purina, levando à ocorrência de sítios apurínicos, que não especificam uma base complementar. Já a desaminação provoca a alteração das propriedades de pareamento, levando à formação de um par incorreto. Por exemplo, uma citosina desaminada se transforma em uma uracila, modificando seu pareamento.
Além disso, pode haver inserção ou exclusão de segmentos de DNA durante a replicação. Este fenômeno ocorre em regiões onde há sequências repetidas de nucleotídeos (todos iguais ou uma sequência repetida) que permitem a formação de alças no DNA. Se a alça é formada no DNA recém sintetizado, temos uma inserção. Se ocorre no DNA molde, temos uma deleção. Este fenômeno ainda não foi completamente esclarecido e é a base para o processo de mutação dinâmica.
Ao contrário das mutações espontâneas, que ocorrem ao acaso, temos mutações que são provocadas por elementos químicos ou físicos. Estas mutações são denominadas mutações induzidas. em função de serem desencadeadas por um elemento externo, possuem taxa de ocorrência bastante superior à observada nas mutações espontâneas, que são eventos raros. A quantidade e o tempo de exposição ao fator determinam a grandeza da taxa de mutação induzida. O processo de indução de uma mutação é chamado mutagênese.
Diversos fatores são capazes de promover mutações, sendo denominados agentes mutagênicos ou mutágenos. Dependendo de sua natureza, são classificados como físicos ou químicos. Os principais agentes físicos são as radiações, que podem ser ionizantes ou não ionizantes. Já os agentes químicos pertencem as mais diversas classes de compostos, e incluem os análogos de bases, os agentes intercalantes e os agentes alquilantes, entre outros.
Em relação ao tipo celular afetado pela mutação também podemos observar diferenças. Mutações em células somáticas não são transmitidas â prole, provocando efeitos no organismo que sofreu a alteração. Já as mutações em células germinativas (gametas), não desencadeará problemas no organismo que sofreu a alteração, mas sim na prole, que receberá o DNA mutante.
As substituições podem ser transições ou transversões. Nas transições, uma purina é substituída por outra purina ou uma pirimidina é substituída por outra pirimidina. Nas transversões, uma purina é substituída por oma pirimidina e vice-versa. assim, são 4 possíveis transições e 8 possíveis transversões.
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AULA 8 BIOLOGIA,
MUTAÇÃO
domingo, 15 de maio de 2011
AULAS 6 E 7 BIOLOGIA - REGULAÇÃO DA EXPRESSÃO GÊNICA
As propriedades biológicas e funcionais de uma célula são determinadas pelo conjunto de proteínas expresso em um momento fisiológico qualquer. O genoma é o conjunto informacional contido no DNA. O transcriptoma é o conjunto de RNAs presentes, ao passo que o proteoma representa o conjunto de proteínas responsáveis pela execução das atividades biológicas. As reações que estão ocorrendo e os produtos e intermediários metabólicos que estão sendo produzidos constituem o metaboloma.
Para que os eventos necessários ao funcionamento do organismo possam ocorrer de forma adequada e correta, diversos mecanismos de regulação necessitam estar ativos, permitindo que os produtos gênicos sejam gerados pelas células certas, nos momentos certos e nas quantidades adequadas. Desta forma, o conceito de regulação da expressão das informações invariavelmente tem características espaciais (local no qual ocorrerá a expressão), temporais (momento em que ocorrerá a expressão) e quantitativas (em que quantidades o produto deverá ser expresso).
Neste aspecto, a regulação da expressão gênica nos eucariotos é bem mais complexa que em procariontes, contando com os mais diversos mecanismos para assegurar a precisão do processo de modulação. As diferenças básicas entre os sistemas de regulação procarionte e eucarionte são:
- as bactérias possuem apenas um tipo de RNA polimerase, ao passo que as células eucariontes possuem 3 tipos (RNApol I, RNApol II e RNApol III);
- os RNA mensageiros são processados nas células eucariontes, sofrendo modificações em suas extremidades;
- a RNApol II, responsável pela síntese do mRNA, tem um grau de complexidade funcional muito maior em eucariontes que em procariontes, como ilustrado na figura abaixo.
Algumas proteínas especiais são necessárias para a transcrição em eucariotos, sendo os principais elementos associados ao processo de regulação da transcrição. Estas proteínas são os fatores transcricionais. Os fatores trasncricionais são capazes de modular o funcioonamento genético por apresentarem uma das seguintes capacidades:
- presença de domínios de ligação ao DNA;
- presença de dominios de interação a proteínas que se ligam ao DNA;
- presença de domínios funcionais associados à condensação do DNA.
Regulação da expressão gênica em procariontes
O modelo de organização gênica de procariontes é um arranjo no qual diversas sequências codificadoras estão sob controle de um único promotor, gerando um mRNA que contém várias informações. O sistema é denominado OPERON e o mRNA formado é dito policistrônico. Em um operon identificamos basicamente 3 elementos: o promotor, que é a sequência reconhecida pela RNA polimerase como delimitador do início da informação à ser transcrita; o operador, uma sequência adjacente ao promotor e que tem um papel na determinação da acessibilidade ao promotor; e os genes estruturais, que são as sequências codificadoras e podem variar em número de 2 a 20.

A funcionalidade do operon é determinada por uma proteína reguladora (também chamada proteína regulatória ou repressora), codificada em um outro locus e que possui capacidade de se ligar à sequência operadora. Havendo ligação da proteína reguladora ao operador, o RNA polimerase fica incapacitada de reconhecer a sequência do promotor, e, desta forma, não consegue realizar a transcrição. A proteína reguladora pode ser sintetizada em duas formas: ativa ou inativa. Dependendo do estado no qual ela é sintetizada teremos os dois tipos básicos de funcionamento do operon: os operons de indução e os operons de repressão.
Em um operon de indução, a proteína reguladora é produzida na forma ativo, ou seja, capaz de reconhecer e se ligar ao operador. Neste caso, a proteína reguladora somente perde a capacidade de se ligar ao operador em presença de uma molécula coadjuvante, denominada indutor. Desta forma temos duas situações: i) sem a presença do indutor, a proteína reguladora se liga ao operador e impede a transcrição ou ii) em presença do indutor, a proteína reguladora perde sua afinidade pelo operador, que permanece livre e permite que a RNA polimerase realize a transcrição.
Já nos operons de repressão, a proteína reguladora é produzida na forma inativa, ou seja, incapaz de reconhecer e se ligar ao operador. Neste caso, a proteína reguladora somente ganha a capacidade de se ligar ao operador em presença de uma molécula coadjuvante, denominada co-repressor. Desta forma temos duas situações: i) sem a presença do co-repressor, a proteína reguladora não se liga ao operador e a RNA polimerase realiza a transcrição ou ii) em presença do co-repressor, a proteína reguladora ganha afinidade pelo operador, impedindo que a RNA polimerase realize a transcrição.
Exemplo de operon: OPERON LAC
O operon lac possui os genes relacionados ao metabolismo da lactose. São três genes sob controle de um mesmo promotor: o gene da beta galactosidase, da transacetilase e da permease. Seu funcionamento é modulado por dois eventos: a indução realizada pela lactose e a repressão realizada pela glicose. Para o funcionamento (transcrição) do operon lac, é necessário que a lactose esteja presente no meio, de forma a inibir a atividade da proteína reguladora ao se ligar a ela. Entretanto, caso a glicose esteja presente, temos uma situação particular. A glicose é o açúcar preferencial do metabolismo das células, que expressam os genes responsáveis pela via glicolítica de forma constitutiva. Sendo assim, sempre que houver glicose, ela será utilizada primeiro para a célula obter energia. Para realizar o controle da expressão dos genes relacionados ao catabolismo de outros açúcares, a glicose age sobre uma enzima denominada adenilato ciclase. A adenilato ciclase é responsável pela formação de AMP cíclico (AMPc), um importante mensageiro metabólico intracelular. O AMPc é responsável, dentre outras coisas, por ativar uma importante proteína relacionada à transcrição de genes relacionados ao catabolismo celualar, a PAC (ou CAP - catabolic activator protein - proteína ativadora do catabolismo). Em presença de glicose o AMPc não é formado e, como consequência, a PAC não é ativada. Assim, a RNA polimerase não é capaz de transcrever eficientemente os genes relacionados aoo catabolismo. Isto interfere no operon lac, que está relacionado à degradação da lactose.
Assim, em presença de glicose e ausência de lactose, o operon lac está inativo devido a 2 motivos: a proteína repressora está funcionando e a proteína PAC não.
Em presença de lactose e ausência de glicose, o operon lac está ativo, pois a proteína repressora está inibida e a proteína PAC ativa.
Caso nenhum destes dois açúcares esteja presente, o operon lac está inativo, pois a proteína repressora encontra-se ligada ao operador e, mesmo com a proteína PAC ativa, não há possibilidade da RNA polimerase se ligar ao promotor.
Por final, em presença de ambos os açúcares, a transcrição será baixa, pois, apesar da proteína PAC estar inativa, a proteína repressora encontra-se inibida, liberando o promotor para eventuais ligações da RNA polimerase.
Regulação da expressão gênica em eucariontes
O processo de regulação da expressão dos genes em células eucarióticas é muito mais complexo, podendo ocorrer em diversos níveis (estrutural, transcricional, pós-transcricional, traducional, pós-traducional). Para simplificar, abordaremos o modelo transcricional, que possui duas principais estratégias: a regulação permanente e a regulação transitória.
A regulação permanente ocorre quando há uma modificação no DNA que altera de forma definitiva suas propriedades de expressão. Dois exemplos são comumente citados: a recombinação somática, na qual os segmentos gênicos que irão estruturar os genes relacionados à síntese de importantes proteínas do sistema imune, as imunoglobulinas e os receptores de célula T.
O outro exemplo é a inativação do cromossomo X nas fêmeas. O processo, que ocorre a partir do centro de inativação do cromossomo X, é bastante precoce no desenvolvimento, ocorrendo por volta da segunda semana da embriogênese. Neste momento, um dos cromossomos X é inativado, em um processo de compensação de dose dos produtos gênicos codificados pelos mais de 1000 genes localizados no cromossomo X. Após ser metilado, o cromossomo inativo permanece condensado, podendo ser observado sob microscopia óptica na forma do corpúsculo de Barr ou cromatina sexual.
A regulação transitória pode ocorrer de forma direta, quando a molécula sinalizadora tem propriedades hidrofóbicas e consegue atravessar diretamente a membrana, levando sua mensagem ao interior da célula, ou de forma indireta, quando a molécula sinalizadora possui características hidrofílicas e necessita de um receptor transmembrana para conduzir sua mensagem ao interior da célula. A percepção do sinal pelo receptor desencadeia uma série de reações no interior da célula, culminando com a atividade genética modulada.
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AULAS 6 e 7 BIOLOGIA,
SINTESE DE PROTEINAS
sexta-feira, 6 de maio de 2011
GENÉTICA MOLECULAR - ATIVIDADE ORIENTADA
Olá todos (turmas da manhã e da noite). Esta atividade consiste na proposição de uma sequência de RNA que codifique a proteína MARMSGGGHSWYPILSNAGTQLPTYWHNAGGAHYWASCYT. Como são 40 aminoácidos, seu RNA deverá ter 120 nucleotídeos. Lembre-se que o código genético é redundante, então um mesmo aminoácido pode ser codificado por trincas diferentes. A sequência deve ser postada como comentário no blog para que eu faça o alinhamento. Não deixem de incluir a turma e o nome junto com a sequência (conforme exemplo abaixo). Postem até o dia 13 de maio para que possamos discutir o resultado na aula do dia 16.
Somente serão aceitas sequências com esta formatação:
NOITEMARCELOACOSTALIMA
AUGGAGGCGAGAUAGACUAGCAUACGAUAGCAUAGCAAAGCAUAGCAUGCUAGCUAGCAUCGAUCGUAGCAGAUCAGCUAGCAUACACGAGCAAAGCAUAGCAUGCUAGCUAGCAUCGAU
Somente serão aceitas sequências com esta formatação:
NOITEMARCELOACOSTALIMA
AUGGAGGCGAGAUAGACUAGCAUACGAUAGCAUAGCAAAGCAUAGCAUGCUAGCUAGCAUCGAUCGUAGCAGAUCAGCUAGCAUACACGAGCAAAGCAUAGCAUGCUAGCUAGCAUCGAU
domingo, 1 de maio de 2011
NOTAS ODONTO
OLÁ TODOS
REALMENTE NÃO TIVE TEMPO DE FAZER A MONTAGEM PARA DIVULGAR AS NOTAS.
SERÃO COMUNICADAS EM SALA NA AULA DE SEXTA.
REALMENTE NÃO TIVE TEMPO DE FAZER A MONTAGEM PARA DIVULGAR AS NOTAS.
SERÃO COMUNICADAS EM SALA NA AULA DE SEXTA.
sábado, 30 de abril de 2011
AULA 5 BIOLOGIA - CÓDIGO GENÉTICO E SÍNTESE DE PROTEÍNAS
O CÓDIGO GENÉTICO E TRADUÇÃO - do gene à proteína
Após a síntese de RNAs, o passo subsequente para concluir a expressão gênica é a conversão da informação contida na molécula de RNA mensageiro (na forma de uma sequência de nucleotídeos) em uma cadeia de aminoácidos, que é o polipeptídeo. Este processo é chamado TRADUÇÃO e finaliza o conjunto de eventos que envolve as propriedades funcionais do DNA.
A informação é decodificada em um sistema que envolve a interação entre mRNA e o tRNA, intermediada pelos ribossomos. Os ribossomos são estruturas supramoleculares compostas de rRNA e proteínas, que possuem duas sub unidades: a sub unidade maior e a sub unidade menor. Esta organização básica é comum entre procariontes e eucariontes, entretanto, os elementos (rRNA e proteínas) que compõe os ribossomos nos dois grupos são diferentes, permitindo diferenciar os ribossomos.
Os ribossomos procariontes possuem uma subunidade (maior) com coeficiente de sedimentação em gradiente de densidade de 50S (Svedberg) e outra (menor) com coeficiente 30S. A estrutura completa, com o arranjo das duas subunidades apresenta coeficente de 70S. Já nos eucariontes, a subunidade maior tem 60S e a menor 40S, constituindo uma estrutura de 80S. Na ilustração abaixo observamos os componentes das sub unidades ribossomais em eucariotos e em procariotos. A subunidade maior eucarionte possui os rRNAs 28S, 5.8S e 5S associados a cerca de 50 proteinas (L1 a L50). Na subunidade menor temos um rRNA 18S associado a mais de 30 proteínas (S1 a S33). Nos procariontes, a subunidade maior conta com os rRNAs 23S e 5S, associados a mais de 30 proteeínas (L1 a L31) e a subunidade menos apresenta o rRNA 16S associado a mais de 20 proteínas (S1 a S21).
O sistema de decodificação, conhecido como código genético, permite que a informação contida em uma sequência de nucleotídeos seja convertida em uma sequência de aminoácidos. No processo, cada conjunto de 3 nucleotídeos do mRNA (chamado de códon, trinca ou triplet) é correspondente a um aminoácido na proteína. Referimos-nos à porção informativa do mRNA pois, como visto, há regiões que não são traduzidas na molécula, que são denominadas 5´-UTR e 3´-UTR (UTR do inglês UnTranslated Region - região não traduzida).
A alocação do aminoácido é especificada pelo pareamento entre o códon do mRNA e o anti-códon do tRNA. No código genético, das 64 combinações de 3 nucleotídeos possíveis (4 ao cubo, pois quatro diferentes nucleotídeos - A, C, G e U - são organizados em trios), 3 não determinam a alocação de aminoácidos (não há tRNA com anti-códon complementar). Estes códons são denominados códons de parada ou de terminação (stop codon - comumente UAA; UAG e UGA). Das 61 combinações restantes, 1 determina o início da síntese, sendo denominado códon de início (start codon - AUG). Este códon especifica o aminoácido metionina. Os 60 códons restantes determinam os outros 19 aminoácidos que compõe as proteínas. Lembramos que os aminoácidos podem ser referidos por seu nome genérico, pela codificação em 3 letras e pela codificação em uma letra. Assim, a metionina, por exemplo, pode ser referida como Met ou simplesmente M. Já a glutamina pode ser referida como Gln ou Q.
Interessantemente, apenas dois aminoácidos possuem apenas um códon, a metionina (AUG) e o triptofano (UGG). Os demais 18 aminoácidos possuem 2, 3, 4 ou 6 códons.
As principais características do código genético são:
1 – universalidade - é partilhado pela grande maioria dos organismos, com poucas exceções;
2 - redundância ou degeneração - um mesmo aminoácido pode ser codificado por mais que um códon (veja a tabela do código genético que já deve estar em seu caderno!);
3 - não ambiguidade - os códons são específicos para seus respectivos aminoácidos, ou seja, um códon sempre determina o mesmo aminoácido, não havendo variação.
Uma particularidade do código genético é o códon de início, que também determina o aminoácido metionina. Para ser o códon de início é necessário que haja reconhecimento de sequências específicas no mRNA, ou seja, não é qualquer AUG no mRNA que determina o começo da tradução. Em procariontes, o códon de inicio é adjacente a uma sequencia nucleotídica específica, denominada sequência de Shine-Dalgarno (AGGAGGU), que dista cerca de 6 nucleotídeos do AUG e é reconhecida pelo rRNA 16S que compõe a subunidade menor do ribossomo.
Nos eucariontes, a identificação do códon de início também requer o reconhecimento de uma sequência específica no mRNA, a sequência de Kozak (GACACCAUGG) que contém o AUG.Podemos dividir a tradução em diferentes etapas. Para que o processo tenha início, os tRNAs são ativados, ou seja, tem aminácidos ligados a seu braço aceptor. A enzima responsável pelo processo é a aminoaciltRNA sintetase, em uma reação de duas fases. Primeiro a enzima se liga a ATP e ao aminoácido e, em seguida, ocorre a ligação do aminoácido ao tRNA. A especificidade da ligação é assegurada pela ocorrência de uma aminoaciltRNA sintetase para cada um dos 20 diferentes aminoácidos. Após a ligação do aminoácido o tRNA é chamado tRNA ativado, e é referido com a indicação do aminoácido que carrega (por exemplo, o tRNA ativado da metionina é denominado tRNAMet). Somente os tRNAs ativados são capazes de interagir com os ribossomos na tradução.
O processo de síntese propriamente dito começa com a formação do complexo de pré-iniciação, composto pela subunidade menor do ribossomo, pelo tRNAMet e por proteínas específicas denominadas fatores de iniciação (IFs). Este complexo reconhece o códon de iniciação e, após este reconhecimento, a subunidade maior do ribossomo é integrada ao sistema. A partir deste momento, cada códon do mRNA será reconhecido pelo seu respectivo tRNA através do anticodon, com o deslocamento do ribossomo ao longo da cadeia do mensageiro. Estes eventos são conhecidos como alongamento (crescimento da cadeia polipeptídica) e translocação (movimentação do ribossomo sobre o mRNA). Proteínas denominadas EFs (fatores de alongamento) participam nesta etapa, que requer gasto de duas unidades energéticas, para estabelecimento da ligação peptídica e para translocação do ribossomo. O término da tradução ocorre quando o ribossomo alcança o códon de parada, permitindo que outras proteínas, denominadas fatores de liberação (RFs), se liguem ao ribossomo e determinem a dissociação das duas subunidades ribossomais, com liberação do polipeptídeo sintetizado (para visualizar o processo, não deixe de assistir às animações indicadas abaixo.
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