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VISUALIZAÇÕES NA SEMANA

segunda-feira, 11 de março de 2019

CICLO CELULAR E DIVISÃO


Durante sua vida, uma célula passa por diferentes etapas, caracterizadas por eventos celulares específicos e por alterações biológicas importantes. O fluxo entre estas etapas, ou transições, é finamente regulado e requer a ação de proteínas específicas, em geral proteínas quinases, que controlam a sucessão de etapas. Basicamente as etapas ocorrem de forma cíclica, representando o ciclo de vida da célula. 
O Ciclo celular consiste em uma série de eventos que alternam a divisão celular e a intérfase (etapa que ocorre entre as divisões). Dois importantes processos ocorrem no ciclo celular:
1) a duplicação do DNA, que corresponde à duplicação do material genético e 
2) a divisão, que tanto envolve o material genético (cariocinese), quanto o conteúdo citoplasmático (citocinese).

O ciclo celular é dividido em etapas: Intérfase e Mitose. A intérfase, que corresponde ao período entre as divisões é dividida em:

Fase G1 (Gap1) = etapa de crescimento (aumento do volume citoplasmático) e preparação do DNA para replicação. É uma etapa de elevada taxa metabólica, com alta produção de proteínas e energia;

Fase S (Síntese) = etapa de síntese do DNA, na qual o genoma é duplicado;

Fase G2 (Gap2) = etapa de preparação da célula para divisão. Esta etapa é muito importante, pois como o DNA estará enovelado durante a divisão (fase M), não há possibilidade de síntese das moléculas necessárias ao processo. Assim, a síntese de todas as moléculas que serão requeridas nos processos de citocinese e cariocinese tem que ser produzido nesta etapa.

A mitose, também chamada Fase M, corresponde à etapa de divisão propriamente dita, na qual ocorrem os processos de citocinese e cariocinese.


Algumas células altamente especializadas não cumprem a transição de comprometimento com a divisão celular, não ultrapassando o primeiro ponto de checagem durante a fase G1. 

Não ultrapassando este primeiro ponto, denominado ponto de restrição, a célula entra em repouso, em um fenômeno denominado quiescência. Esta etapa é também chamada de fase G0 ou fase quiescente, se caracterizando pelo fato da célula manter sua atividade metabólica sem ter necessidade de duplicar o DNA para se dividir. 

Células quiescentes não realizam divisão celular. 

Em geral, as células que estão nesta etapa são altamente especializadas, não dispondo do elevado montante energético necessário para o cumprimento pleno do processo de divisão. Há uma correlação inversa entre o grau de especialização celular e o potencial de proliferação: Quanto maior a especialização de uma célula, menor a sua capacidade de divisão. Assim, células quiescentes NÃO se dividem!

O controle do ciclo celular consiste na determinação da habilidade da célula de cumprir as diversas etapas do processo, sendo controlado por proteínas citoplasmáticas. Duas classes principais de proteínas participam deste processo: As ciclinas e os CDKs (cyclin dependent kinases – quinases dependentes de ciclina).

Ciclinas – proteínas cuja concentração varia (aumenta ou diminui) ao longo do ciclo de vida da célula.
         Ciclinas de G1 (D ciclinas)
         Ciclinas da fase-S (ciclinas E e A)
         Cilcinas mitóticas (B ciclinas)

Quinases dependentes de ciclina (CDKs) – proteínas cuja concentração é constante ao longo do ciclo de vida da célula.
         CDK de G1 (CDK4)
         CDK da fase-S (CDK2)
         CDK da fase-M (CDK1)

Ao serem ativadas pelas ciclinas, os CDKs adicionam grupamentos fosfato (que possuem carga) a uma variedade de proteínas (que são seus substratos de catálise) para controlar os diferentes processos envolvidos no ciclo celular – estes processos envolvem a ativação ou inativação de proteínas-alvo, que determinarão o curso do ciclo da célula em questão.



Representando graficamente o comportamento de ciclinas e CDKs ao longo do ciclo celular (concentração x tempo), observaríamos a oscilação das ciclinas (em azul) e a constancia dos CDKs (em vermelho).

O aumento da concentração do Fator de promoção da fase S (SPF), que inclui ciclinas do tipo A ligadas à CDK2, leva entra no núcleo e prepara a célula para replicar seu DNA (e seus centrômeros). Conforme o DNA é replicado, E ciclinas são degradadas, e os níveis de ciclinas mitóticas começa a aumentar (em G2). O Fator de promoção da fase M (o complexo das ciclinas mitóticas do tipo B com CDK da fase M (CDK1) inicia uma serie de processos, incluindo a montagem dos fusos mitóticos, a vesiculação do envelope nuclear, a interrupção de todos os processos de transcrição genética e a condensação dos cromossomos

sexta-feira, 1 de março de 2019

PLANO DE ENSINO

PLANO DE ENSINO
CURSO            ODONTOLOGIA
DISCIPLINA     GENÉTICA
CÓDIGO          ODO8054                                 

EMENTA   
Fundamentos de Genética Humana. Cromossomos humanos e ciclo celular. Conceitos básicos de genética molecular: DNA, RNA, funções, mutações. Padrões de transmissão de caracteres monogênicos autossômicos e ligados ao sexo. Doenças hereditárias que afetam o complexo oro-facio-cranial. Interações genético-ambientais. Diferenciação sexual normal e anômala. Aconselhamento genético.

OBJETIVO DA DISCIPLINA    
Ao final desta Disciplina, espera-se que o aluno tenha aprendido a:
Desenvolver os conhecimentos básicos de Genética, enfatizando a Genética Humana, onde o aluno deverá compreender as funções fundamentais do material genético desde a sua estrutura física e química, expressão e regulação, mutação e recombinação, até os conhecimentos básicos das aplicações da Genética em Odontologia.

UNIDADE 1 Bases Cromossômicas da hereditariedade e anomalias cromossômicas
 OBJETIVOS DA UNIDADE 1    
Ao final desta Unidade, espera-se que o aluno tenha aprendido a:
Identificar os elementos genéticos responsáveis pela transmissão e manutenção da informação genética
AULA 1.1 – Conteúdo:           
PROCESSOS DE DIVISÃO CELULAR
AULA 1.2 – Conteúdo:           
CROMOSSOMOS I – ESTRUTURA E NOMENCLATURA.
AULA 1.3
CROMOSSOMOS II – ANOMALIAS CROMOSSÔMICAS

UNIDADE 2 Mecanismos de Herança
 OBJETIVOS DA UNIDADE 2    
Ao final desta Unidade, espera-se que o aluno tenha aprendido a:
Identificar os principais mecanismos associados à transmissão dos caracteres
AULA 2.1 – Conteúdo:           
MECANISMOS DE HERANÇA I – GENÉTICA MENDELIANA
AULA 2.2 – Conteúdo:           
MECANISMOS DE HERANÇA II – EXTENSÃO AO TRABALHO DE MENDEL
 AULA 2.3 – Conteúdo:           
ANÁLISE E ELABORAÇÃO DE HEREDOGRAMAS.

UNIDADE 3 Bases moleculares da hereditariedade
OBJETIVOS DA UNIDADE 3    
Ao final desta Unidade, espera-se que o aluno tenha aprendido a:
Caracterizar os processos relacionados à utilização do material genético e ao surgimento da variação, com sua importância no desencadeamento de patologias de etiologia genética
AULA 3.1 – Conteúdo:           
ESTRUTURA DE ÁCIDOS NUCLEICOS.
 AULA 3.2 – Conteúdo:           
UTILIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO GENÉTICA
AULA 3.3 – Conteúdo:           
EXPRESSÃO GÊNICA.
 AULA 3.4 – Conteúdo:           
MUTAÇÃO E VARIABILIDADE GENÉTICA.
METODOLOGIA   
As aulas teóricas serão de caráter expositivo, com projeção de imagens e outros recursos “multimídia”, ou desenvolvidas a partir da discussão de situações-problema relacionadas à Genética. Leitura dirigida e debates de artigos científicos na área; apresentação oral com debate de pesquisas. Serão realizadas atividades práticas recomendadas, estudos dirigidos além de sugestão de vídeos sobre o assunto para debate em sala de aula

PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO
As avaliações aplicadas incluirão provas contendo questões objetivas e discursivas. Serão utilizados estudos dirigidos e atividades orientadas para reforço dos conteúdos ministrados e os alunos desenvolverão, ao longo das 22 semanas do semestre letivo, atividades extraclasse (descritas a seguir) que contabilizarão 1,0 (hum e zero) ponto em cada avaliação (A1 e A2). A pontuação integral (10,0 – dez e zero) da avaliação A3 será relacionada ás questões objetivas e discursivas da prova, não havendo atividade extraclasse.


BOAS VINDAS 2019/1

Olá alunos do curso de Odontologia,

Sejam bem vindos para mais um semestre da Disciplina Genética

Utilizaremos este blog como ferramenta para comunicação dos avanços no desenvolvimento da disciplina.

Um excelente semestre letivo para todos!


CRONOGRAMA PROPOSITIVO 2019.1 (turmas de segunda e sexta)























EMENTA   
Fundamentos de Genética Humana. Cromossomos humanos e ciclo celular. Conceitos básicos de genética molecular: DNA, RNA, funções, mutações. Padrões de transmissão de caracteres monogênicos autossômicos e ligados ao sexo. Doenças hereditárias que afetam o complexo oro-facio-cranial. Interações genético-ambientais. Diferenciação sexual normal e anômala. Aconselhamento genético.

OBJETIVO DA DISCIPLINA     
Ao final desta Disciplina, espera-se que o aluno tenha aprendido a:
Desenvolver os conhecimentos básicos de Genética, enfatizando a Genética Humana, onde o aluno deverá compreender as funções fundamentais do material genético desde a sua estrutura física e química, expressão e regulação, mutação e recombinação, até os conhecimentos básicos das aplicações da Genética em Odontologia.


BIBLIOGRAFIA BÁSICA
- JORDE, C., BAMSHAD e WHITE. Genética Médica. Ed Elsevier. 3a. Ed. 2006.
- KLUG, W. S.; PALLADINO, M. A. ; SPENCER C. A.; Cummings MR. Conceitos de Genética. ed. ARTMED, 2a. Ed., Rio de Janeiro, 2010.
- ROBINSON, W. M. e BORGES-OSÓRIO, M. R. Genética para Odontologia. ArtMed. 1ª. Ed. 2006.          

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
WATSON et al. Biologia Molecular do gene. ARTMED, 5º edição.2006.
PIERCE, B. Genética um enfoque conceitual. 5a ed. Rio de Janeiro, 2002.
LEWIN, B. Genes IX. ARTMED, 9a. Ed, 2009.
GRIFFITHS, A. J. F.; MILLER, J. R.; SUZUKI, D. T.; LEWONTIN, R. C.; GELBART, W. M. Introdução à Genética. Ed. Gen, 9a. Ed, 2008.
NUSSBAUM, R. I.; MCINNES, R. R.; WILLARD, H. F. Thompson & Thompson:  Genética Médica. Ed. Elsevier, 7ª. Edição, Rio de Janeiro, 2008..


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